
Floresta regenerada no Paraná. Foto: Robin L. Chazdon
Após ser poupado da proposta que impõe a poluidores o dever de reduzir emissões que contribuem para o efeito estufa, o agronegócio tem sobre a mesa uma nova proposta para cumprir obrigações no mercado de carbono. A ideia é assegurar ao setor um período de transição, além da possibilidade de vender créditos por evitar o desmatamento ilegal em propriedades rurais. O novo rascunho do texto que regulamenta o mercado foi entregue à bancada ruralista. As possíveis modificações foram sugeridas pelo relator, o deputado Aliel Machado (PV-PR), e são analisadas por nomes como a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o deputado Pedro Lupion (PP-PR).
Pela sugestão, o agronegócio teria condicionantes especiais para entrar no mercado de carbono e poderia emitir créditos por manter de pé florestas quando a derrubada fosse ilegal.
A intenção de Machado é convencer a bancada ruralista a colocar o setor dentro do mercado regulado, sob o argumento de que o mecanismo tende a crescer mundialmente e o Brasil pode ser uma das maiores potências na área.
Inicialmente, o agronegócio estava previsto dentro do escopo dos créditos de carbono, mas durante a tramitação do projeto no Senado, a bancada conseguiu modificar o texto para que seu setor primário ficasse apenas como voluntário deste mercado –ou seja, a criação de gado ou plantação de cana, por exemplo, poderiam ou não aderir a ele e se submeter às suas leis.
:: LEIA MAIS »