MP aponta indícios de lavagem de dinheiro nas transações de Flávio Bolsonaro
Ao justificar o pedido de quebra do sigilo bancário e fiscal do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) apontou indício de lavagem de dinheiro nas atividades do parlamentar.
Os promotores afirmam que, entre 2010 e 2017, o então deputado estadual lucrou R$ 3,089 milhões em transações imobiliárias em que há “suspeitas de subfaturamento nas compras e superfaturamento nas vendas”. O MP-RJ analisou que, ao longo desse período, o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) investiu R$ 9,425 milhões na compra de 19 imóveis, faturando mais no mercado imobiliário do que como deputado.
De posse do documento, a Veja revelou que o MP afirma que a suposta fraude pode ter ocorrido para “simular ganhos de capital fictícios” que encobririam “o enriquecimento ilícito decorrente dos desvios de recursos” da Assembleia Legislativa do Estado, a Alerj.
Como exemplo disso, os promotores citam casos de valorização excessiva de imóveis comprados por Flávio. Por exemplo, em 27 de novembro de 2012, ele adquiriu um apartamento na Av. Prado Júnior, em Copacabana, no Rio, por R$ 140 mil. Já em fevereiro de 2014, ele vendeu o imóvel por R$ 550 mil, o que representa um lucro de 292%. No entanto, segundo o MP, o índice Fipezap, que é utilizado no mercado imobiliário, indica que a valorização de imóveis do bairro ficou em 11% naquela época.
Outro caso parecido ocorreu com o arremate de um imóvel na Rua Barata Ribeiro, também em Copacabana. Flávio adquiriu o imóvel por R$ 170 mil em novembro de 2012. Já em 2013, ele vendeu o mesmo empreendimento por R$ 573 mil, um lucro de 237%. Porém, o índice de valorização na área não passou de 9%.
Assim, os promotores concluem que os valores declarados para a compra foram inferiores ao mercado e os da venda, superiores.
Flávio entrou na mira do órgão de Justiça após um relatório do Coaf apontar indícios de devolução dos salários dos servidores de seu gabinete na Alerj. O senador nega as acusações e afirma que a quebra de sigilo solicitada pelo MP é ilegal (veja aqui).
Ilhéus: Secretário Municipal é preso em operação da polícia federal
O ex-vereador e atual secretário de Agricultura e Pesca de Ilhéus, no sul da Bahia, Valmir Freitas, está entre os três presos durante a “Operação Xavier”, deflagrada nesta quarta-feira (15) na cidade. Com a prisão, ele foi afastado temporariamente do cargo na prefeitura, segundo informou a gestão municipal.
Coordenada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), a ação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa que atuava na Câmara de Vereadores de Ilhéus. Além de Valmir Freitas, dois empresários foram presos.
Os três tiveram mandados de prisão preventiva cumpridos durante a ação. Outras quatro pessoas, que também tinham mandados de prisão, estão foragidas. Um vereador e sete servidores da casa legislativa foram afastados.
A operação foi deflagrada no início da manhã. Equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) e da 8ª Promotoria de Justiça de Ilhéus, em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), atuaram na ação.
Além do cumprimento dos três mandados de prisão, os agentes também cumpriram dez de busca e apreensão, todos expedidos pela 1ª Vara Criminal de Ilhéus. O material, contando com celulares e documentos, foi encaminhado para o MP. CONFIRA MATÉRIA COMPLETA NO G1
Ginecologista é suspeito de assediar 24 mulheres durante consultas em Conquista
Um médico especializado em ginecologia e obstetrícia, que atende em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, está sob suspeita de assediar ao menos 24 mulheres durante consultas que realiza na rede pública e privada de saúde da terceira maior cidade do estado, com 338 mil habitantes.
As mulheres procuraram a Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), nesta segunda-feira (13), para relatar os supostos assédios, denunciados primeiramente por meio de um perfil na rede social Instagram, criado por uma mulher na sexta-feira (10).
A mulher diz ter sido assediada pelo médico Orcione Júnior, que rebateu as acusações por meio do advogado de defesa. Desde então, o perfil tem recebido vários relatos de supostos assédios por parte do mesmo médico; além do apoio de mulheres de outros estados, que estão compartilhando as informações em suas respectivas contas na rede social.
Em nota, a OAB diz que as 24 mulheres “solicitaram uma audiência com a diretoria da Ordem e com as Comissões da Mulher Advogada e dos Direitos da Mulher e, nessa ocasião, reivindicaram apoio e providências, a fim de que sejam adotados procedimentos de investigação acerca de notícias já veiculadas nas redes sociais”.
egundo a nota, “a OAB acolheu o pleito e prontamente encaminhou expediente às autoridades competentes, pugnando pela adoção das providências que o caso requer”. Diz ainda que “permanecerá acompanhando o desenrolar dos procedimentos que serão adotados pelas autoridades, por considerar que é de relevante interesse social a elucidação dos fatos, ao tempo em que se compromete ministrar apoio técnico-jurídico às ofendidas em seu direito e dignidade”.
Por conta das publicações nas redes sociais, o caso já está sendo alvo de investigação na Delegacia de Atendimento Especial à Mulher (Deam), cuja delegada titular, Dercimária Cardoso Gonçalves, informou que abriu nesta segunda-feira uma “investigação pública incondicionada” para averiguar as denúncias.
Uma investigação desse tipo, explica a delegada, não precisa que haja representação por parte da vítima para que seja aberta. Contudo, ela informou que o primeiro passo está sendo identificar quem fez a denúncia na citada rede social. “Já temos algumas pistas de quem seja, mas ainda estamos buscando informações”, afirmou a delegada.
“Não temos nenhuma queixa contra o médico apontado na denúncia. O que se espera é que depois dessa publicação apareçam pessoas na delegacia para fazer denúncias formais e a partir daí tomarmos as providências”, acrescentou a delegada, que chegou a ver os relatos e os achou “muito fortes”.
Depoimentos nas redes
Denunciado por meio de um perfil anônimo chamado “diganaovca” (as últimas três letras se referem a Vitória da Conquista), a publicação afirma que “há algumas semanas” a denunciante esteve no consultório do médico Orcione Júnior para realizar um exame preventivo e “no início, a consulta estava seguindo com normalidade, até eu achar estranho/desnecessário ele elogiar o meu clitóris”.
“Seu clitóris é um pouco grande, mas é bonito e interessante”, foi o que a moça relatou ter ouvido do médico Orcione Júnior. “A partir daí não tive nem reação para respondê-lo”, acrescentou.
“A consulta continuou e ele estava colhendo o meu material, até que eu senti que ele estava tentando estimular o meu clitóris, mas como ele ainda estava colhendo o material eu até achei que seria normal, foi quando ele tirou o espéculo [instrumento usado para dilatação], mas ainda assim continuou na tentativa de me estimular”.
A moça diz que em seguida o médico pediu que ela retirasse a blusa para examinar os seios e que logo depois tentou guiar o braço dela em direção ao pênis dele, “e no primeiro momento ele obteve êxito, pois eu achava que era a posição correta que o braço teria que ficar e nesse momento eu senti que o pênis dele estava ereto”.
“Foi aí que eu tirei meu braço de perto dele e só tremia”, relatou a suposta vítima. “Depois, me pediu pra ir vestir minha roupa e assim eu fiz. Quando voltei, ele me pediu para sentar e foi aferir minha pressão. Ele segurou meu braço de uma forma que queria que a minha mão passasse novamente no pênis dele, mas eu esquivei e coloquei em cima da mesa. Logo depois disse que a minha pressão estava normal e que eu poderia voltar com 30 dias para pegar o resultado”.
A moça diz ainda que “talvez eu não tenha sido a primeira, mas tenho certeza que não serei a última, fui atrás de um profissional e me deparei com isso. Minha mente ficou perturbada por dias”, diz o relato complementar publicado no Story do Instagram, onde foram publicados outros relatos também anônimos de mulheres que se dizem assediadas de forma semelhante.
Defesa
Um dos relatos publicados no perfil @diganaovca afirma que o médico acusado tentou beijar uma paciente. Até o início da noite de ontem, o perfil contava com 5.760 seguidores. Mas, se depender do advogado Paulo de Tarso, que defende o profissional acusado pelas internautas de assédio, será retirado do ar o quanto antes.
“Já tentamos fazer isso de forma administrativa, por meio do próprio Instagram, mas não conseguimos, então decidimos ingressar com um pedido de liminar (decisão temporária) na Justiça contra o Facebook para que ele possa ser retirado do ar imediatamente. O que está ocorrendo é um linchamento virtual”, disse o advogado.
Paulo de Tarso disse que havia identificado a autoria da mulher que criou o perfil e fez o relato. Contudo, a pessoa indicada conversou com o CORREIO e disse que nunca foi atendida pelo médico e que apenas compartilhou a informação recebida sobre a denúncia. “Eu nem conheço a autora da denúncia, só achei o caso absurdo”, disse.
Questionado pelo CORREIO se há alguma investigação contra o médico Orciole Júnior, o Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb) informou que “não pode compartilhar informações sobre denúncias e processos que tramitam no Tribunal de Ética Médica, pois estes conteúdos estão sob sigilo processual”.
A Associação de Obstetrícia e Ginecologia da Bahia (Sogiba) e o Ministério Público da Bahia (MP-BA) informaram que ainda não receberam informações sobre o caso e que, por isso, não tinham o que comentar. Segundo o advogado Paulo de Tarso, o médico Orcione Júnior prefere não dar entrevista sobre o caso.
O Correio 24h
Itororoense Marcão, segurança do São Paulo, dá dicas de boxe para jovens debaixo de viaduto
“Fotos e Informações Folha de São Paulo”
Durante os treinos e jogos do São Paulo, ele tem a missão de garantir a segurança do elenco tricolor. Mas são nas horas de folga, em uma academia improvisada sob um viaduto no bairro de Perus, periferia da zona norte da capital paulista, que Marcos Roberto Costa dos Santos, 44, conhecido como Marcão, se realiza fazendo o que mais gosta: treinar boxe. Introvertido, mas atencioso, ele se torna uma das atrações sempre que chega à Academia do Ferreirão. Com 1,86 m de altura e 116 kg, Marcão faz de tudo por ali. Treina os músculos virando pneus de caminhão, dá marretadas nos pneus para exercitar os braços, pula corda e até arrisca umas corridinhas pelo pátio que fica ao lado da academia. “Aqui é tudo simples, improvisado, mas as pessoas se envolvem com o esporte”, diz.
Os garotos vibram mesmo quando ele sobe no ringue para “trocar luvas” com os mais jovens. “À medida que a gente vai treinando, eu vou dando uns toques, orientando. Tem muita gente boa aqui”, afirma. Logo que chegou à capital paulista vindo da Bahia
Marcão ingressou no mundo do boxe. A agilidade e a pegada forte de direita renderam um título brasileiro e um sul-americano na década de 1990. Sua carreira ia bem até que uma lesão no ombro o afastou dos ringues. Agora, 20 anos depois, Otávio, seu filho mais velho, o acompanha nos treinos na academia do Ferreirão. “Foi uma surpresa para mim, pois ele nunca se interessou muito pelo esporte. Agora não quer faltar a nenhum treino e já fala até em subir no ringue para lutar”, conta o pai, envaidecido. Assim como Marcão, os outros frequentadores têm autonomia para pegar no pesado, mas tudo sob a vigilância do homem forte da academia.
Ferreirão, ou João Ferreira, 64, é um abnegado. Ex-lutador de boxe e aposentado, ele aproveitou o espaço para fazer do esporte uma forma de inclusão para jovens que têm poucas oportunidades. A academia funciona às segundas, quartas e sextas, com treinos pela manhã, das 7h às 9h e também no final da tarde, das 17h30 às 21h30. Sem cobrar nada dos participantes, ele já tirou dinheiro do bolso para comprar material esportivo. Colaboradores do bairro também contribuem da maneira que podem para manter vivo o projeto. “Às vezes conseguimos mantimentos e procuramos dar às famílias dos meninos que precisam. Nosso objetivo é ter sempre esse espaço cheio para ver os meninos lutando e mantendo a forma”, diz Ferreirão, que há 19 anos mantém a academia sob o viaduto.
Marcão também ajuda como pode. “Às vezes eu pego uma camisa autografada do São Paulo. Daí eles fazem uma rifa e arrecadam dinheiro para ajudar a comprar material esportivo”, conta. Na semana passada, o chefe de segurança são-paulino levou alguns brinquedos para presentear os meninos que participam dos treinos. “Sempre que eu posso, eu trago alguma coisa. A gente dá um carrinho para o menino que não falta aos treinos, que vai bem na escola. É uma forma de incentivar essa garotada, que tem poucas opções”, afirma o segurança.
A academia não é reservada apenas ao público masculino. Fabiana Pereira, 36, concilia emprego e faculdade com seus treinos. Moradora do Jaraguá (bairro próximo do local), ela sempre se interessou por lutas e diz que se encontrou no esporte treinando sob a supervisão de Ferreirão.
“Aqui é academia raiz. Não tem frescura, é tudo no pesado e o ambiente é muito bom”, afirmou a funcionária pública. Além da paixão pelo esporte, o medo da violência fez Fabiana se dedicar mais ao boxe. “Sempre convivi em lugares perigosos. Então a gente pensa na defesa pessoal. Recentemente fui assaltada, mas graças ao boxe tive a tranquilidade de não reagir”, conta. Apesar de o boxe ser o tema central das conversas no local, quando Marcão está por perto o futebol acaba vindo à tona. Os jovens não perdem a chance de saber mais sobre a rotina do segurança são-paulino. “Eles ficam querendo saber como é o jogador tal. Se eu assisto aos jogos do São Paulo no campo. Como é o meu trabalho. É muito bacana. E não é só sãopaulino que vem conversar, tem muito corintiano que vem falar comigo também”, diz Marcão.
Avião com o cantor Amado Batista faz pouso de emergência na Bahia
Um avião que transportava o cantor Amado Batista fez um pouso de emergência no aeroporto de Jequié, sudoeste da Bahia, na noite de domingo (12). Ninguém ficou ferido, e o cantor se apresentou normalmente no show que estava previso para ocorrer em um clube da cidade.
A prefeitura de Jequié informou que a aeronave de Amado Batista se aproximou do Aeroporto Vicente Grillo, em Jequié, após o pôr do sol, quando o terminal não funciona noturna e a pista fica apagada, não tendo condições de pouso.
A aeronave conseguiu pousar após carros serem levados ao local e acionarem os faróis para iluminar a pista e auxiliar no pouso, conforme registro de imagens de testemunhas. O G1 procurou a assessoria de Amado Batista, que informou que nem o cantor e nem a equipe irão se manifestar sobre o caso.
Ainda segundo a prefeitura de Jequié, os comandantes de aeronaves sabem quais os aeroportos no Brasil possuem balizamento para operação noturna.
“Diante desse aspecto técnico, considerado básico para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), qualquer piloto que tente o pouso noturno em aeroporto sem esses equipamentos, como é o caso de Jequié, assume toda e total responsabilidade pela operação, salvo em caso de emergência, que deve ser esclarecido e comprovado às autoridades militares logo após o pouso forçado”, diz a nota da administração municipal.
Com a situação, a prefeitura de Jequié informou que o pouso no Aeroporto Vicente Grillo, nas condições apresentadas, é de inteira responsabilidade do comandante da aeronave e que o procedimento será comunicado à Anac.
Esta foi a terceira vez em sete anos, que um avião do cantor Amado Batista precisa fazer um pouso de emergência na Bahia. Em 2012, um o pouso de emergência ocorreu na rodovia BA-262, perto da cidade de Aracatu. Onze pessoas estavam dentro da aeronave – dez integrantes da banda e um piloto -, que não sofreram ferimentos. O cantor não estava no voo.
Em 2018, quando ele seguia para um show em Vitória da Conquista, também no sudoeste baiano, a aeronave que ele estava também precisou fazer um pouso de emergência.
Ainda no ano passado, a Anac informou que o avião usado pelo cantor foi interditado por conta de indícios de que era um táxi-aéreo clandestino. G1 Bahia.





































