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Cláudia Gama

Marônio Cedro Mira

Dizem que admiração representa uma semelhança entre a criança e o filósofo. Por meio dela, esses grupos, ao sentirem e perceberem as “coisas”, em sentido amplo, não adentram nos mecanismos ou necessidades instantâneas que marcam o cotidiano de vários indivíduos. As suas admirações estão assentadas na liberdade autônoma sem a marca dos preconceitos. São curiosidades voltadas para os conhecimentos ancorados no livre pensar.

No que diz respeito ao filósofo, observa-se, em algumas situações, um nivelamento medíocre em descrevê-lo, haja vista que virou senso comum questões e práticas superficiais serem colocadas desse modo: “Fulano quer implantar a sua filosofia de trabalho”. “Beltrano vai colocar em prática a sua filosofia de vida”. Ao mesmo tempo, visualizam-se crianças perderem o seu encantamento em admirar o mundo por conta de certas modelagens sociais. Isso ocorre pelo fato de determinadas conduções dos “responsáveis” levarem a navegações autoritárias ou libertinas.

Diferente desse desvio de rota filosófica e do aniquilamento atemporal de ser criança, tivemos a oportunidade de encontrar o nosso Grande Filósofo na práxis, bem como o SER que dilatou o sentido de criança que estava, de certa forma, adormecido no nosso viver. Esse cidadão foi e é nosso filho Felipe que, junto com Miguel, o outro rebento, personificam o sentido amplo do que significa viver para nós. No quesito Felipe, seguem elucidações:

A sua estrutura biopsicossocial de ver o mundo nos mostrou o seu lado filosófico; sim filosófico, pois, indo de encontro a certos padrões sociais, teve e tem a liberdade de expressar o que sente e pensa. As suas ações não estão assentadas nos adestramentos ostensivos que perpassam pelas superficialidades dos “robôs humanos” nos diversos campos, tais como: familiar, político, educacional e religioso.

Você, Mestre Felipe, mostrou nessa “década” de vida ensinamentos, sendo que o importante não é ter superação egocêntrica a qualquer custo nos espaços sociais, mas sim superar a si mesmo em prol da sua autorrealização, a qual envolve, em essência, ser um cidadão digno. Eis aí, um filósofo no sentido real do SER.

Foi por conta dessa sua filosofia na práxis, nosso Grande Mestre, que, em infinitos momentos, a criança que existe nos nossos “EUS” tiveram dilatações. Você personifica um olhar sem os “adestramentos dogmáticos” dos modismos em que os “fantoches humanos” ostentam. Pela sua admiração autônoma de ver o mundo, admiramos a sua personalidade por ter nos ensinado a sermos libertos sem libertinagem e sedimentarmos “cooperação” sem trazermos, por trás do verniz do diálogo, o autoritarismo.

         Parabéns, Felipe, por você, que completa nesse 22 de julho de 2018, uma década de infinitos ensinamentos para nós e para todos aqueles que sentem, percebem e admiram um mundo de cooperação e que trazem na base a real liberdade de ser o que realmente é em essência.