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EDITORIAL: O VÍDEO SOBRE O MATADOURO E SUAS IMPLICAÇÕES POLÍTICAS

Na última terça-feira, dia 03, aconteceu uma audiência pública, na Câmara de Vereadores de Itororó, convocada pelo Ministério Público local, que busca encontrar uma solução para o abate bovino no município, uma vez que o Matadouro Municipal não está atendendo a essa finalidade, dentro dos padrões aceitáveis.

Entre os presentes à audiência, notou-se a ausência dos últimos ex-prefeitos do município que, certamente, eram aguardados pelos organizadores do evento e, principalmente, pelos abatedores locais, quer pelo conhecimento que cada um tem do assunto em pauta na audiência, como, igualmente, pela experiência adquirida durante o exercício da gestão municipal.

Também, foi notada a ausência dos pré-candidatos à prefeito do município no pleito deste ano, como, igualmente, de representantes do Frigorífico Sudoeste da cidade de Itapetinga.

A audiência foi pública. Portanto, todo cidadão interessado no assunto poderia comparecer livremente, independente de ter ou não recebido convite. Aliás, creio que, por ser pública, não houve distribuição de convites. Por isso, o mesmo não poderá servir de desculpa para justificar qualquer ausência à reunião.

Portanto, o não comparecimento injustificado das pessoas citadas deveu-se, provavelmente, a falta de interesse das mesmas pelo assunto tratado na audiência, embora este continue sendo de fundamental importância para a economia do município de Itororó, e dele dependa o emprego e o trabalho de muita gente.

Especulando, passo a perguntar: o que teria levado os ex-prefeitos a não participarem da audiência? Receio de ser acusados de omissão em relação ao matadouro, enquanto foram prefeitos? Falta de interesse pelos assuntos importantes que dizem respeito ao município?

Em verdade, sejam quais forem as razões que levaram os ex-prefeitos e os pré-candidatos a prefeito do município a não comparecerem à audiência, elas soam aos nossos ouvidos como descaso absoluto pelas coisas importantes do município. E esse atitude dá-nos a dimensão exata do despreparo em que se encontram os pretendentes ao cargo político mais importante de nosso município.

Como entender, por exemplo, que um ex-prefeito, chefe de grupo político local, que se arroga pré-candidato ou pretende lançar um candidato a prefeito, no próximo pleito municipal, abstenha-se de comparecer a uma audiência pública que vai discutir os destinos da economia de seu município e o emprego de tantos trabalhadores?

Como sentem esses políticos que a população local vai julgá-los, após tamanho descaso pelas coisas importantes do município? Como podem os eleitores locais dar a esses mesmos políticos a confiança e a credibilidade necessárias para assumirem o governo municipal?

Outro dado complicador dessa ausência injustificável é que ela reforça a ideia de que os políticos ausentes tenham alguma coisa a ver com a produção e a divulgação do vídeo que, mostrando a forma como ocorre a matança bovina no Matadouro Municipal, foi capaz de gerar toda essa celeuma.

A presença desses políticos à audiência, provavelmente retiraria deles a suspeita de autoria do vídeo que Antônio de São Pedro procurou atribuir aos proprietários do Frigorífico Sudoeste. Somente que, ao fazê-lo, não apresentou provas do ato; o que deixa a imputação completamente vazia e sem nenhum valor.

Em Itapetinga, no último sábado, conversei com pessoas que conhecem bem Marcos Ribeiro Costa, sócio proprietário e administrador do Frigorífico Sudoeste. Embora, seja natural que sobre a administração desse frigorífico também recaia a suspeita da autoria do vídeo, essas pessoas com as quais conversei, disseram-me que não vêm em Marcos o perfil da pessoa capaz de praticar um ato dessa natureza.

Mas, a essa altura, já não importa muito quem mandou fazer o vídeo. Quem o fez tinha um objetivo e, certamente, este não era o bem de Itororó. Talvez uma jogada política arriscada ou, talvez, uma simples tentativa de fazer um bom negócio. Agora, o que importa é que o vídeo está aí, dando aos fazendeiros, intermediários, abatedores e açougueiros sérios prejuízos financeiros, com a redução do abate e da comercialização da carne-de-sol, fora do município.

Se a ideia do vídeo foi da oposição local, buscando, com isso, por o prefeito em dificuldades políticas-administrativas, receio que a oposição tenha praticado um erro primário e grosseiro que pode reverter-se, virando o feitiço contra o feiticeiro.

Além de poder divulgar na campanha política que o abate bovino legalizado no município será uma de suas metas para o próximo ano, o prefeito poderá acusar a oposição em palanque de procurar, com a produção e divulgação do vídeo, desestabilizar a cadeia produtiva da carne-de-sol de Itororó.

E a oposição, ao deixar de comparecer à audiência pública, chamou para si a suspeita de haver produzido e divulgado o vídeo. O ano é eleitoral e as eleições são municipais. Por isso, todas as pessoas sabem que éxistem razões suficientes para as jogadas políticas, mesmo as arriscadas ou as de baixo nível, que possam desestabilizar politicamente o adversário.

Contudo, se a ideia foi de fato do Frigorífico Sudoeste, não haverá qualquer oportunidade do mesmo tirar qualquer proveito de seu ato, pelo menos à médio prazo, porque, com certeza, os abatedores exigirão, e a atual administração municipal empreenderá todos os esforços para manter o abate bovino dentro do município.

Texto: Djalma Figueiredo

1 resposta para “EDITORIAL: O VÍDEO SOBRE O MATADOURO E SUAS IMPLICAÇÕES POLÍTICAS”

  • Carla Nunes says:

    Fico feliz por saber que tem alguém em Itororó que tem coragem de denunciar as coisas erradas independente das críticas. O País precisa de pessoas que reivindicam melhorias, e isso se dar pelo primeiro passo dado, a denúncia. Parabéns pela iniciativa. Após a postagem do vídeo, ouviu-se dizer, que esta denúncia se deu por motivos políticos. Seja esta a razão ou não, o que importa é que comecem a verificar outros fatores possíveis de denúncias para que seja analisadas de forma favorável para o município, visando um crescimento econômico, político e social. Sugiro que seja denunciado fatos que ocorrem no Hospital e Maternidade de Itororó, para que haja correções urgentes para melhor aproveitamento de um setor tão importante quantos os outros nesta cidade. Não sou moradora daí, mais tive o desprazer de conhecer o terrível hospital da cidade, deixando pessoas perderem seus filhos tão esperados por falta de equipamentos, ou até de profissionais capacitados para realizarem partos de forma humana. Gostaria de saber o que acontece com aquele órgão que nunca se atualiza para melhor atender os pacientes. Será que vai entrar e sair políticos nesta cidade e o Hospital vai continuar sendo da mesma forma. Uma vergonha, eu visito a cidade desde 1978, e o hospital continua pior que antes. E isso em pleno século XXI, A globalização passou longe dali.

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