:: 1/dez/2012 . 23:38
PREFEITO ADROALDO SE PRONUNCIA SOBRE OS DUROS GOLPES NA ECONOMIA DE ITORORÓ
Com a notícia do encerramento das atividades fabris da Azaléia nas filiais de Itororó, Rio do Meio e Bandeira do Colônia, aliada ao fechamento, por Ordem Judicial, do Matadouro Público de animais para consumo da carne, mais de 2.000 postos de trabalho serão fechados, representando parcela superior a 10% da população do município. É o horror, o caos absoluto no desenvolvimento econômico do lugar. Se isto se configurar, contra nossa vontade, a violência, a doença, a humilhação, a precarização do emprego e da moradia se instalarão, e, assim, tememos o resultado futuro.
Desde o início de ano de 2012, quando um vídeo mostrando as condições inadequadas do abate do gado foi postado no YouTube, o Ministério Público Estadual tenta fechar o Matadouro. A Prefeitura, na defesa da economia local, impediu que naquela ocasião isto ocorresse, assinando um Termo de Ajuste de Conduta com MP com validade até 16 de novembro de 2012, ganhando seis meses na defesa dos abatedores. Neste período fez alguns investimentos no local e abriu tratativas inicias com empresários do ramo para o aluguel do Frigorífico inacabado no caminho da Cabana da Ponte, onde seriam feitos ajustes para o funcionamento em condições de higiene e sanitárias permitidas pela legislação, isto ocorreria a partir de janeiro de 2013, permanecendo o gado a ser abatido em Itororó, através dos trabalhadores locais. Sobreveio agora, inesperadamente, esta Decisão Judicial para o fechamento, o que, claro, respeitamos, mas não nos impede de discordar e apelar a instâncias superiores, o que faremos ao Tribunal de Justiça da Bahia, alegando, notadamente, o espírito social da lei e a superioridade da Justiça sobre o Direito. “As leis não bastam, os lírios não nascem da lei” (Drummond).
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